MEMÓRIAS DE UM CHEF: COZINHAS DE CURITIBA #4: ENTRE HOTÉIS E CICATRIZES
A responsável pela unidade do Senac PR na qual me formei cozinheiro profissional, aquela professora que também lecionou em outras faculdades de gastronomia, tinha razão: trabalhar em diversos lugares nos molda. Segui seu conselho à minha maneira, buscando conhecimento não só em técnicas, mas nas entranhas do ofício. E, ao longo de anos, uma das formas mais intensas de seguir esse caminho foi o trabalho freelance na hotelaria curitibana — uma experiência que não se resumiu a períodos entre empregos formais, mas que muitas vezes conviveu com eles, em jornadas duplas onde eu saía de um restaurante CLT e entrava em um hotel, ou vice-versa. Trabalhar na gastronomia profissional hoje é lidar com uma equação cada vez mais desequilibrada. De um lado, o resultado, a pressão, a escassez crônica de mão de obra. De outro, o ego, a romantização tóxica e a saúde mental – esta, frequentemente, em último lugar. Nos últimos meses, entrei e saí de posições como chef de operações que sequer conseguiam of...







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